quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ping-Pong de Criança


De acordo com a sentença do juiz e, principalmente pelo interesse do pai, as crianças ficam um final de semana comigo e outro com o pai. No começo do ano, eu e o Tatá acertamos uma agenda para o ano inteiro, para evitar stress de ambos os lados. Isso tem funcionado muito bem. É muito raro eu ou o Tatá termos que mudar de data.
As crianças aceitam essa situação docilmente, como se fosse a coisa mais natural do mundo (na realidade, para eles, deve ser mesmo). Confesso que isso ainda me causa estranheza. Primeiro por ter que ficar sem eles. E, depois, porque eles ficam indo para lá e para cá o tempo todo, como bolinha de Ping Pong... Boa parte dos amiguinhos deles também é filha de pais separados e acho que esse tipo de vida, quando crescerem e conversarem sobre isso, será considerada normal para eles.
É claro que sempre nos adaptamos aos fatos. Aproveito para tirar o atraso do doutorado, ir no cabeleireiro sem culpa por demorar, passear, dormir, enfim, fazer programas de adulto sem compromisso...
Sei que ficam bem, brincam. Mas, ainda assim,preocupo-me. Preocupo-se se isso faz bem para eles e, no longo prazo, quais serão os reflexos disso no equilíbrio emocional deles. E preocupo-me com que tipo de mensagem estamos passando... Quando estamos com eles, a prioridade é deles. Nossas próprias coisa ficam para depois, para quando estão com o outro. Por um lado, pode ser importante para que percebam a prioridade deles nas nossas vidas, sentirem-se cuidados e amados. Por outro, espero que não se tornem "reizinhos", acostumados a serem prioritários em qualquer situação da vida.
Tento lidar com isso da melhor forma possível... Acho que a vida de mãe separada é assim mesmo... Cheia de dilemas!!!

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