quarta-feira, 6 de maio de 2009

2 anos


Na semana passada, minha separação fez aniversário de dois anos e a minha filha fez aniversário de 7. Fiz uma festinha bonitinha e singela, apenas para a família e mais meia dúzia de amiguinhas.
Convidei o Tatá, a Tetê (a namorada dele desde que nos separamos) e a filha dela. Eu achei que jamais seria capaz de aceitá-la, de perdoá-la e muito menos ter algum nível de convivência social, ainda que mínimo.
Até hoje não sei se eles já estavam juntos ou não quando nos separamos. Há dois anos, todos os tipos de vingança sórdida passavam pela minha cabeça. Hoje, olho para trás e vejo o quanto foi bom ter descarregado a raiva apenas no consultório do terapeuta.
Acho que nunca chegaremos a ter algum nível de relacionamento mais próximo, mas vejo que tive grandes ganhos por não reagir erradamente nos piores momentos. Preservei minha dignidade e, permitindo que a raiva desvanecesse com o tempo, mantive a sanidade e a tranqüilidade da minha consciência.
Essa talvez tenha sido uma das maiores aprendizagens da minha separação. Por pior que sejam as coisas, por mais raiva, por mais tristeza, por mais dor, sempre temos que nos controlar e agir da forma mais correta possível. Não que não os tenha xingado em rodas de amigos, mas não pratiquei nenhum ato que pudesse efetivamente prejudicá-los.
Hoje tenho uma convivência distante, mas pacífica, com o Tatá e a Tetê. Se eu tivesse perdido a cabeça provavelmente até hoje estaríamos brigando. E toda a minha vida viraria um eterno inferno.
O mais estranho de tudo foi, depois de baixar as fotos no computador, ver as expressões do Tatá durante a festa. Ele não sorri. Saiu sério em quase todas as fotos. Apesar desses dois anos de separação, ainda o conheço. Percebi que não está feliz.
Fiquei pensando no quanto isso é triste. Ele pediu a separação alegando não estar feliz. Fico triste por perceber que, depois de tudo, parece que ele ainda não encontrou o caminho...Será que um dia seremos (nós, os humanos) maduros a ponto de preserva da maneira certa os nossos ditos amores?

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